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Uma
fórmula de creme dental, com sal, menta, pimenta
e flor íris seca, que data do século 4
a.c., foi recentemente encontrada em uma coleção
de papiros da Biblioteca Nacional de Viena, na Áustria.
É o relato mais antigo deste tipo de produto.
Inicialmente, as pessoas limpavam os dentes com uma
mistura de sabão e água salgada. Hoje,
com ingredientes variados, adicionados de flúor,
os cremes dentais são uma das principais formas
de prevenir a cárie no Brasil.
Mas, se por um lado o flúor presente nas pastas
de dente é benéfico, em excesso, o produto
pode provocar outro problema: a fluorose. A atenção
quanto ao uso de cremes dentais com flúor deve
ser redobrada em crianças com menos de seis anos.
Pois ela estão na fase de formação
dos dentes permanentes. "Existe a possibilidade
de o produto provocar ou potencializar uma intoxicação
crônica, resultando no que conhecemos como fluorose",
explica a odontopediatra, Joecí de Oliveira.
A fluorose é causada pela ingestão excessiva
de substâncias fluoretadas pelas crianças.
Apresenta-se sob a forma de manchas, que podem varias
do branco-claro até o marrom-escuro, podendo
causar perda de estrutura dentária e trazer danos
estéticos, muitas vezes, irreparáveis.
Mas, segundo Joecí, de todos os riscos que o
uso de dentifrícios pode apresentar, o benefício
por ele promovido é indiscutível para
a redução crescente na prevalência
e incidência de cárie no mundo inteiro.
"Uma alternativa para minimizar a fluorose é
o uso seguro do creme dental; a supervisão da
escovação pelos pais e a orientação
dos odontopediatras no uso adequado dos mesmos",
diz a odontopediatra.
A especialista explica que crianças de até
três anos deglutem cerca de 30% e as de sete cerca
de 15% do dentifrício colocado na escova. Por
isso, para crianças nesta faixa etária,
a quantidade de creme dental recomendada para a escovação
é a equivalente a apenas um grão de lentilha.
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