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Graziela
de Luca Canto
A
melhora na qualidade de vida da população tem levado
a um aumento na média de vida. Hoje, é comum encontrarmos
pessoas com 60 anos de idade e uma saúde invejável.
Dentro da Odontologia, observa-se que as pessoas dessa
faixa etária, que algum tempo atrás eram vistas com
dentadura (já que não foram beneficiadas com os tratamentos
preventivos), atualmente têm seus dentes naturais na
boca. Daqui mais 10 anos, provavelmente, em função dos
trabalhos preventivos realizados, encontraremos um maior
número de pessoas idosas com uma boa saúde bucal.
Este
novo perfil do paciente desencadeou o surgimento de
uma nova área da Odontologia, a Odontogeriatria, que
irá estudar e tratar os problemas desta nova-velha geração,
que acredita-se, também precisa de prevenção. Por isso,
independentemente da idade, quando procura-se um tratamento
odontológico, este deve conter, além de tratamentos
curativos como próteses e restaurações, uma boa dose
de orientações, profilaxia e até aplicações de flúor,
quando necessário.
Com
essa nova fase da vida, vêm novos desejos. A exigência
estética das pessoas têm aumentado consideravelmente.
Assim, os indivíduos procuram todo tipo de tratamento
que os beneficie esteticamente. Junto com os tratamentos
faciais e as cirurgias plásticas vieram os tratamentos
ortodônticos em pacientes adultos. Pessoas que por algum
motivo não trataram seus dentes na juventude vêm ao
consultório em busca de ajuda. Há 10 anos, a Ortodontia
era vista como uma opção somente para adolescentes.
Hoje, sabe-se, que é possível tratar dos 5 aos 65 anos,
desde que o paciente apresente boas condições bucais.
Associados
a essa nova tendência de mercado surgiram os bráquetes
de porcelana. Quase imperceptíveis são a opção ideal
para quem quer corrigir seus dentes sem usar o famoso
"sorriso metálico", característico dos adolescentes.
Os bráquetes são "dispositivos" colados aos dentes dos
pacientes, nos quais é introduzido um fio que promove
a movimentação dentária. Aparelhos de porcelana são
muito utilizados em pacientes adultos, pessoas que trabalham
na televisão ou em outras profissões com grande exigência
estética.
A
Ortodontia evolui muito para chegar aos bráquetes estéticos.
No princípio, materiais como o bambu, a madeira e o
ouro foram utilizados na confecção de aparelhos. No
século XIX passou-se a usar o ouro e a prata. A necessidade
de se obter ligas melhores e de menor custo incentivou
a busca de novos materiais Por volta de 1929, os fios
de aço inoxidável começaram a ser empregados na Ortodontia
e foram soberanos por um longo período de tempo, quando,
em 1963 surgiram as ligas de níquel-titânio. Os mais
recentes materiais ortodônticos têm sido uma adaptação
dos materiais desenvolvidos na tecnologia aeroespacial.
As aeronaves de melhor de- sempenho nas décadas de 70
e 80, por exemplo, foram construídas com níquel-titânio,
porém as da geração atual são de compostos plásticos,
existindo motivos para se acreditar que "fios" ortodônticos
dessa natureza serão utilizados rotineiramente na prática
clínica, em breve.
Com
mais esta alternativa, a falta de alinhamento dos dentes
ou pequenos espaços que costumam aparecer entre eles
com a idade, podem ser facilmente resolvidos. Uma avaliação
de um bom profissional será capaz de selecionar os casos
passíveis de tratamento. Afinal, todos merecem ter um
belo sorriso iluminando o rosto.
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