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Graziela
de Luca Canto
Amamentar
o filho no peito é o sonho de toda a mãe.
Os inúmeros benefícios do leite materno
são expostos por médicos e enfermeiras
todos os dias. Sabe-se que além do aspecto emocional
do contato indispensável da criança com
a mãe, há os benefícios nutritivos
e imunes. Todas as pessoas, das menos às mais
instruídas, sabem desenrolar uma lista de benefícios
da amamentação natural. Além disso,
durante o pré-natal, essas informações
são reforçadas pelo médico. Naõ
há dúvida de que a alimentação
natural é o melhor caminho para a boa saúde
da criança.
Porém,
se por algum motivo especial a mãe não
consegue amamentar o seu filho no peito, ela precisa
encontrar alguma alternativa para alimentar o bebê.
E deve seguir essa alternativa da melhor possível,
sem se sentir repreendida e desamparada. Para isso,
é preciso que médicos, enfermeiras e outros
profissionais envolvidos no pré-natal, orientem
as mães sobre a possibilidade da introdução
precoce da alimentação artificial, quando
necessário. Não aidanta todos fecharem
os olhos para uma situação que é
real: muitas crianças, infelizmente, não
são amamentadas no peito.
A
amamentação artificial praticada de forma
correta também pode trazer aconchego à
criança, já que o amor transmitido pela
mãe é o mesmo no peito e na mamadeira.
Para suprir a necessidade emociaonal do bebê,
o importante é que o momento da amamentação
seja tranquilo, especial carinhoso. A mãe não
deve ter pressa, nem falar ao telefone, comer ou fumar
neste momento maravilhoso e único. A criança
deve ser amamentada sentada no colo, em posição
ereta e, nunca, abandonado no berço em uma pilha
de travesseiros. Além disso, o bico da mamdeira
deve assemelhar-se ao máximo com o bico do seio
materno e deve ter um furo mínimo, para que o
leite goteje, fazendo com que a criança faça
uma força de sucção semelhante
àquela que faria no peito da mãe.
Em
relação ao conteúdo da mamadeira,
já existem leites de excelente qualidade que
devem ser utilizados sob recomendação
médica. O leite de bebê não precisa
da adição de açúcar, frutas
ou farinhas, o que poderia facilitar o desenvolvimento
da cárie dentária ao surgimento dos primeiros
dentes de leite.
Tomando
esses cuidados e não deixando que o hábito
da mamadeira ultrapasse os dois anos de idade, a face
e a cavidade bucal do bebê se desenvolverão
normalmente. A falta dessas informações
faz com que as crianças tornem a mamadeira sozinhas
e deitadas, com um bico com um furo grande (para acabar
mais rápido), com o leite acrescido de achocolatados
e permanecendo com esse hábito após os
5 ou 6 anos. Essa sucessão de fatores, provavelmente,
trará alterações à arcada
dentária, como a mordida aberta anterior e a
mordida cruzada posterior, prejudicando funções
básicas como respirar, falar, mastigar e engolir.
Problemas estes que não se auto-corrigem, ou
seja, só poderão ser corrigidos por meio
de aparelhos ortodônticos.
Sendo
assim, será que é melhor, nós,
profissionais da saúde, tomarmos coragem de falar
sobre amamentação artificial às
gestantes, ou fecharmos os olhos deixando que os bebês
de hoje transformem-se nas crianças com problemas
ortodônticos de amanhã ?
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